A saúde mental no trabalho é um tema cada vez mais relevante em São Paulo e em todo o Brasil. Com a entrada em vigor da atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), as empresas precisam se adaptar a uma nova realidade. A norma inclui, de forma explícita, os riscos psicossociais no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO), o que significa que as empresas têm uma responsabilidade maior em relação à saúde mental dos seus funcionários.

Em prática, a norma amplia a responsabilidade das empresas sobre fatores que podem levar ao adoecimento mental dos trabalhadores, como metas abusivas, jornadas exaustivas, assédio moral, sobrecarga e falhas na organização do trabalho. Isso pode afetar diretamente a produtividade e o bem-estar dos funcionários, especialmente em cidades como São Paulo, onde o ritmo de vida é acelerado e o estresse é comum.

Mas as empresas estão preparadas para essa mudança? Dados de diferentes levantamentos indicam que ainda há um cenário de adaptação lenta e dificuldades estruturais. Segundo a pesquisa Mapa do RH & DP 2026, elaborada pela Sólides, 57,8% das companhias ainda não possuem Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) com análise de riscos psicossociais. Isso significa que muitas empresas ainda não têm uma estrutura adequada para lidar com a saúde mental dos seus funcionários.

Em São Paulo, é fundamental que as empresas sejam proativas em relação à saúde mental dos seus funcionários. A cidade é um hub de negócios e inovação, e a saúde mental é essencial para manter a produtividade e a competitividade. As empresas que se adaptarem rapidamente à nova norma terão uma vantagem competitiva em relação às que demorarem a se adaptar. Além disso, é importante que os funcionários sejam conscientes dos seus direitos e busquem ajuda se necessário. A saúde mental no trabalho é um tema que afeta a todos, e é fundamental que seja tratado com seriedade e prioridade.