Na última terça-feira (24), o Senado aprovou por unanimidade o PL 896/2023, que equipara a misoginia ao crime de racismo. Os 67 senadores presentes votaram a favor, sem nenhum voto contrário. Essa decisão histórica é um passo importante para combater a violência contra as mulheres em todo o Brasil, incluindo em São Paulo, onde a luta contra a misoginia é uma causa muito relevante.

Enquanto a relatora Soraya Thronicke (Podemos-MS) lembrava que só em 2025 o Brasil registrou quase 7.000 vítimas de tentativas de feminicídio, a autora do projeto, Ana Paula Lobato (PDT-MA), denunciou ter sofrido ameaças de morte e estupro que recebera por defender a proposta. Essas ameaças são um exemplo chocante da resistência que ainda existe em relação à igualdade de gênero e ao combate à violência contra as mulheres.

A própria relatora informou também ter sido vítima de ameaças após a aprovação do PL da Misoginia. É interessante observar que o projeto que busca coibir o ódio contra mulheres desencadeou uma série de ataques nas redes sociais. Isso mostra que ainda há muito trabalho a ser feito para mudar a cultura e combater a misoginia em nossa sociedade. Em São Paulo, por exemplo, é importante que as autoridades estaduais e municipais trabalhem juntas para implementar políticas que protejam as mulheres e promovam a igualdade de gênero.

A aprovação do PL 896/2023 pelo Senado é um passo importante, mas a luta contra a misoginia está longe de terminar. Agora, a proposta segue para a Câmara dos Deputados, onde enfrentará novo desafio. É fundamental que os cidadãos paulistanos e brasileiros em geral continuem a pressionar os parlamentares para que aprovem a proposta e garantam que a misoginia seja tratada como o crime que é. Com a ajuda de todos, podemos criar uma sociedade mais justa e igualitária, onde as mulheres sejam respeitadas e protegidas.