Passados dez anos desde o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, a maioria dos aliados do presidente Lula que apoiaram a cassação agora prefere evitar o tema. Em São Paulo, epicentro da política brasileira, o silêncio é ensurdecedor. Poucos admitem arrependimento, e o PT busca tratar o episódio com pragmatismo na costura de palanques nos estados para as eleições de 2026.
O impeachment de Dilma Rousseff foi um dos momentos mais tensos da história política recente do Brasil, com impactos profundos em São Paulo e no resto do país. A votação que cassou o mandato da presidente foi apoiada por muitos aliados de Lula, que na época argumentaram que a medida era necessária para estabilizar o país. No entanto, dez anos depois, esses mesmos aliados parecem ter mudado de tom, preferindo não tocar no assunto.
Em São Paulo, a reação ao impeachment foi intensa, com manifestações tanto a favor quanto contra a medida. A cidade, conhecida por ser um ponto focal da política brasileira, viu seus moradores divididos sobre o tema. Hoje, no entanto, o assunto parece ter sido deixado de lado, com muitos preferindo se concentrar nas eleições de 2026 e nos desafios atuais do país.
A estratégia do PT para as eleições de 2026 parece ser a de não revolver o passado, mas sim se concentrar em construir alianças e palanques nos estados. Em São Paulo, isso significa trabalhar com aliados locais para fortalecer a presença do partido no estado. No entanto, o silêncio sobre o impeachment de Dilma Rousseff pode ser um tema delicado, especialmente se os adversários políticos decidirem trazê-lo à tona. Enquanto isso, os paulistanos aguardam ansiosos para ver como o PT e seus aliados lidarão com esse capítulo da história brasileira nas próximas eleições.