O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), gerou polêmica ao citar a homossexualidade em uma crítica ao ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema. Em uma entrevista concedida ao Metrópoles, Mendes usou um exemplo que relacionava a homossexualidade a uma acusação injuriosa contra Zema, o que gerou reações negativas em todo o país, incluindo em São Paulo.
A declaração de Mendes foi feita ao explicar a inclusão de Zema no inquérito das fake news. O ministro disse que, se começasse a fazer bonecos de Zema como homossexual, isso seria ofensivo. No entanto, mais tarde, nas redes sociais, Mendes se desculpou pelo erro, afirmando que havia errado ao citar a homossexualidade e que se desculpava pelo erro.
A comunidade LGBTQ+ em São Paulo está atenta às declarações de figuras públicas e não tardou em reagir à fala de Mendes. Membros da comunidade afirmaram que a declaração do ministro foi inapropriada e que a homossexualidade não deve ser usada como exemplo de algo ofensivo. A reação em São Paulo foi semelhante à de outras cidades do país, onde a comunidade LGBTQ+ está cada vez mais organizada e mobilizada para lutar pelos seus direitos.
A polêmica gerada pela fala de Mendes também teve reflexos na esfera política. O ex-governador Romeu Zema, que é um dos nomes mais fortes do governo de Minas Gerais, viu sua estratégia eleitoral impulsionada pela declaração do ministro. Zema tem sido um dos principais alvos das críticas de Mendes, que o acusa de ser um dos principais responsáveis pela disseminação de notícias falsas no país. Com a desculpa de Mendes, Zema pode ter ganhado um trunfo importante na disputa eleitoral, especialmente em cidades como São Paulo, onde a comunidade LGBTQ+ é numerosa e influente.