A dor menstrual é um problema de saúde pública que afeta milhares de meninas e mulheres em São Paulo e em todo o Brasil. No entanto, os registros oficiais do Sistema Único de Saúde (SUS) captam apenas uma pequena fração desses casos. Um estudo recente realizou uma análise detalhada dos prontuários médicos e descobriu que há 21 vezes mais casos de dor menstrual ocultos nos registros.

Essa subnotificação é um problema grave, pois impede que as autoridades de saúde tenham uma visão clara da magnitude do problema e, consequentemente, não conseguem desenvolver políticas públicas eficazes para combater a dor menstrual. Além disso, as mulheres que sofrem com dor menstrual incapacitante muitas vezes são submetidas a um processo de medicalização excessiva, com receitas de medicamentos que não resolvem o problema de forma eficaz.

Em São Paulo, a situação não é diferente. Muitas mulheres paulistanas convivem com dores menstruais e pélvicas incapacitantes, muitas delas desde a primeira menstruação. No entanto, elas enfrentam dificuldades para encontrar atendimento médico especializado e acesso a tratamentos eficazes. O estudo revela que a subnotificação da dor menstrual no SUS é um problema que afeta não apenas as mulheres, mas também a sociedade como um todo.

A dor menstrual é um problema que afeta a qualidade de vida das mulheres e pode ter impactos significativos em sua saúde mental e física. Além disso, pode afetar sua produtividade no trabalho e sua capacidade de realizar atividades cotidianas. É fundamental que as autoridades de saúde e os profissionais de saúde tomem medidas para combater a subnotificação da dor menstrual e desenvolver políticas públicas eficazes para apoiar as mulheres que sofrem com esse problema. Em São Paulo, é necessário que os gestores de saúde e os profissionais de saúde trabalhem juntos para criar um sistema de saúde que seja mais sensível às necessidades das mulheres e que ofereça atendimento médico especializado e acesso a tratamentos eficazes para a dor menstrual.