A Comissão Sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP), órgão de Estado vinculado ao Ministério dos Direitos Humanos, aprovou um relatório que deixa claro: o ex-presidente Juscelino Kubitschek foi assassinado pela ditadura militar. A notícia, que foi antecipada por uma reportagem da Folha de 7 de maio, causa impacto em São Paulo e em todo o país, reabriendo feridas da história brasileira.

O relatório, que foi aprovado recentemente, traz à tona uma das maiores tragédias da história política do Brasil. JK, como era conhecido o ex-presidente, foi um dos principais líderes do país durante o período de desenvolvimento econômico e social nos anos 50 e 60. Sua morte, em 1976, foi inicialmente atribuída a um acidente de carro, mas agora é confirmada como um assassinato político.

A conclusão da Comissão Sobre Mortos e Desaparecidos Políticos é fruto de uma investigação minuciosa e detalhada, que envolveu a análise de documentos e depoimentos de testemunhas. O relatório também destaca a responsabilidade da ditadura militar no assassinato de JK, o que reforça a necessidade de que a verdade seja revelada e que a justiça seja feita.

Em São Paulo, a notícia causou grande impacto, especialmente entre os políticos e historiadores. A cidade, que foi um dos principais centros de resistência contra a ditadura militar, agora se vê diante de uma nova oportunidade para refletir sobre o seu passado e sobre a importância da luta pela democracia e pelos direitos humanos. A conclusão da Comissão Sobre Mortos e Desaparecidos Políticos é um lembrete de que a história do Brasil ainda tem muitas páginas para serem escritas e que a busca pela verdade e pela justiça é um processo contínuo