Hoje, 13 de maio, o Brasil completa 138 anos da assinatura da Lei Áurea, que aboliu a escravidão no país. No entanto, um levantamento recente feito pela Caixa Econômica Federal em 158 cadernetas de poupança de pessoas escravizadas preservadas mostra que a liberdade foi, em muitos casos, poupada real a real e não concedida por decreto. Essas cadernetas, datadas entre 1861 e 1888, são testemunhas de uma luta financeira pela liberdade que aconteceu em todo o Brasil, incluindo São Paulo, que era um dos principais centros de produção de café na época.
A pesquisa da Caixa é uma resposta à ação do Ministério Público Federal, de 2025, que intima a Caixa a explicar o destino de poupanças de escravizados. O resultado foi o levantamento dessas 158 cadernetas de poupança, que mostram como as pessoas escravizadas economizaram para comprar sua liberdade. Um marco importante nessa trajetória foi o decreto nº 5.594 de 1874, que permitiu que pessoas escravizadas abrissem contas de poupança independentemente da permissão de seus donos.
Essas cadernetas de poupança são uma janela para o passado e mostram como as pessoas escravizadas lutaram para alcançar a liberdade. Elas também destacam a importância da economia e da poupança na busca por liberdade. Em São Paulo, muitas pessoas escravizadas trabalhavam em fazendas de café e outras propriedades rurais, e a poupança foi uma das principais formas de alcançar a liberdade. A pesquisa da Caixa Econômica Federal é um importante passo para entender melhor a história da escravidão no Brasil e como as pessoas escravizadas lutaram para alcançar a liberdade.
A Lei Áurea, assinada em 13 de maio de 1888, foi um marco importante na história do Brasil, mas a luta pela liberdade começou muito antes. As cadernetas de poupança de pessoas escravizadas são um testemunho disso e mostram como as pessoas escravizadas economizaram e lutaram para alcançar a liberdade. Em São Paulo, a comemoração do aniversário da Lei Áurea é um momento para refletir sobre a história da escravidão e como as pessoas escravizadas lutaram para alcançar a liberdade. É também um momento para lembrar a importância da igualdade e da justiça para todos, independentemente da cor da pele ou da origem.