Em 1876, a pequena cidade de Pilar, na região metropolitana de Maceió, Alagoas, foi palco de um evento que entraria para a história como o último enforcamento no Brasil. Francisco, um escravizado, foi condenado à morte por ter matado, a punhaladas e pauladas, o capitão João de Lima e sua mulher, Josepha de Lima, que o escravizavam. Esse episódio não apenas marca o fim da pena de morte no Brasil, mas também escancara o desamparo e a luta dos escravizados contra a opressão.

A história de Francisco é um lembrete sombrio do passado escravocrata do Brasil. Em uma época em que a escravidão era uma realidade cruel e implacável, muitos escravizados foram forçados a viver em condições inumanas, sem direitos ou proteção. A luta por liberdade e dignidade era constante, e muitas vezes, a resistência se manifestava de forma violenta, como no caso de Francisco.

Em São Paulo, a capital econômica do país, a escravidão também deixou marcas profundas. A cidade foi um importante centro de comércio de escravos e muitos paulistas se beneficiaram da mão de obra escrava. No entanto, a abolição da escravidão em 1888 também foi um marco importante na história de São Paulo, com muitos abolicionistas e ativistas lutando pela liberdade dos escravizados.

Hoje, 150 anos após o último enforcamento no Brasil, é importante refletir sobre o passado e como ele continua a influenciar o presente. A luta contra a opressão e a busca por justiça e igualdade continuam sendo desafios importantes para a sociedade brasileira. Em São Paulo, como em todo o país, é fundamental lembrar e honrar a memória dos que lutaram contra a escravidão e pela liberdade, e continuar trabalhando para construir uma sociedade mais justa e igualitária.